Os estudos pedagógicos afirmam que a educação transforma. As metas educacionais buscam esta educação que transforma. Isso, quando ela é aplicada de maneira correta, com conteúdo real e incentivando sempre a ética e a solidariedade. Nos tempos atuais como distinguir principalmente a ética quando muitos de nós a confundimos com moral? Outra questão é, transforma em quê? Ou no quê?
Antes de mais nada devemos relembrar que a ética é a base de valores, entre elas as leis que fundamentam, orientam e organizam a sociedade, já a moral é mais intrínseca ao indivíduo englobando seus costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas por um grupo da sociedade. Por isso, o papel do educador neste cenário deve estar isento de suas bases morais e sim alicerçado nas bases éticas, e isso cabe, a qualquer cidadão não somente ao professor.
Se a educação colabora na formação da personalidade, obviamente também ajuda no desenvolvimento do saber, logo é de se concluir que ela realmente transforma a vida dos seres humanos, tanto no âmbito social, quanto, numa maneira mais holística de pensar, na elevação do próprio ser.
No ambiente escolar as crianças e adolescentes começam a desenvolver mais consciência, é um período que divide a infância e a vida adulta. Porém, a educação não é para ser discutida apenas no âmbito escolar, e sim na sociedade como um todo. O legal de aprender é compartilhar, e essa troca de conhecimento influencia o desenvolvimento social, econômico e cultural.
Através da educação temos conhecimento de nossos deveres e direitos, ela nos torna pessoas mais conscientes, desenvolvendo ao pensamento crítico, o que é uma ferramenta muito poderosa para o desenvolvimento socioeconômico, pois promove igualdade social.

A desigualdade social está ligada também a pouca educação, gerando aumento gradual na violência urbana. A educação de qualidade ajuda a diminuir a posição agressiva das pessoas, ou seja, quanto mais educação menos ignorância, e consequentemente menos atos violentos. Por isso, há de se falar em conscientização, pois o ciclo vicioso que permeia o ambiente escolar, principalmente o público, afasta a maioria da classe mais pobre desta conscientização da importância da educação, seja, do professor ou do aluno. Por inúmeros motivos já muito conhecidos: escolas depredadas, falta de incentivo, desvalorização, violência, drogas, promoção automática, evasão escolar, professores afastados, etc,…
Alguns sociólogos afirmam que a educação de fato é o único fator capaz de transformar vidas e desenvolver sustentavelmente qualquer país. Entretanto devemos perceber que não é apenas a questão do diploma! É claro que cursos e formações só vão somar ao conhecimento e ajudar no ingresso ao mercado de trabalho, porém não é mais importante que o conjunto de competência, habilidades, atitudes, valores e ética (Chave) acumuladas ao longo da vida estudantil ou não.
Devemos ter a percepção e a consciência do imenso potencial transformador que a educação tem, e mais importante que isso, tudo se faz principalmente pelo exemplo, termos esses de cima para baixo, baseados na ética, a escola como agente ser direito de todos e a família fazer sua parte ao enviar seu filho para escola, ao menos, com a educação e respeito básicos. Uma educação que transforma pede a cada um envolvido neste cenário sua sensibilidade e consciência nesta participação.
Paula de Lima – Administradora, Professora e Terapeuta Transpessoal e Organizacional
Na área corporativa como Administradora de Empresas desde 1997, trabalhei como Gestora em diversas empresas e desenvolvimento de plano de negócios.Professora e Palestrante desde 2000, Licenciada, Especialização em Logística e Gestão Escolar, Orientadora de TCC, trabalha como Educadora em várias instituições de ensino profissional.Focada no Desenvolvimento e Autoconhecimento para Sensibilização e Despertar da Consciência para o Crescimento Pessoal e Profissional Sustentável e Contínuo. Na área humana, estudou Psicologia Organizacional, exerce a Terapia Quântica, Consteladora Sistêmica Individual e Cabalística entre outras práticas.